quarta-feira, 1 de maio de 2013

Refletindo: não devem os pastores apascentar as ovelhas?



“Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor DEUS: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas?” (Ezequiel 34:2)


Na época de Jesus, nas regiões onde cresceu e propagou seu ministério, o pastoreado era uma atividade muito conhecida e exercida. E apesar de estar fora de nossa realidade atual, sabemos bem que um pastor existe para cuidar de suas ovelhas. E o que é cuidar, senão alimentar, lavar, curar possíveis doenças, suprir necessidades, e estar sempre por perto para que não se percam.

Com essa breve informação, tentaremos fazer a ligação entre os pastores de ovelhas, e os pastores de igreja. Nos dicionários a palavra pastor tem como um de seus significados o ministro ou sacerdote protestante. Isso significa que as pessoas, mesmo fora do cristianismo, compreende que a palavra pastor está ligada a uma liderança cristã. Sendo assim podemos fazer essa relação entre a palavra em seu significado real e o usado no cristianismo.

Seguindo essa linhagem podemos compreender que o pastor da igreja deve zelar, não somente pelo templo, mas primordialmente pela saúde espiritual de seus membros. Deve estar à frente do rebanho como referencial de postura e caráter, mostrando com sua própria vida o caminho que um cristão autêntico deve seguir. E nessa trajetória estar atento à qualquer ovelha que queira se desgarrar do rebanho.

Quando um pastor aceita o chamado pastoral, se compromete perante Deus e a sociedade que cumprirá de forma excelente tal responsabilidade. Entende que Suas decisões não podem mais se resumir a suas próprias razões e opiniões, mas que a partir dali tudo o que disser, fizer e agir, terá de ser da forma como Jesus nos ensinou. Ele assume um papel ímpar na vida das pessoas e passa a escrever uma nova história a partir de então.

“E estes cães (líderes) são gulosos, não se podem fartar; e eles são pastores que nada compreendem; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a sua ganância, cada um por sua parte.” (Isaías 56:11)

Suas preocupações devem ser maiores que cadeiras confortáveis e ares condicionados refrescando o templo. Não deve se concentrar na quantidade de pessoas que comparecem ao culto, mas sim quantas delas têm vivido um evangelho autêntico. Deve estar presente na vida das pessoas, e fazer parte delas. Deve estar disposto a limpar feridas, guerrear batalhas , orar junto, chorar junto. 

Deve ser um pouco terapeuta, ter um pouco de assistência social, e tudo de um bom mestre. Deve ser pai e irmão, amigo e professor, mas acima de tudo ser maduro para poder ouvir com sabedoria, e corrigir em amor.  Deve ser humilde e jamais se dar por satisfeito, pois sempre tem algo mais que um pastor pode fazer. Parece injusto, mas na realidade é o preço do chamado.

“Porque os pastores do meu povo perderam a razão e não procuram saber o que Deus pensa. Por isso não prosperaram, e todos os seus rebanhos se espalharam.” (Jeremias 10:21)


Quando um pastor já não está aberto a ter alguém que fale em sua vida, quando acha que não precisa dar satisfação de suas decisões aos membros da igreja, ou que ele está sempre certo e não aceita quem diga o contrário, encontramos, então, um sério problema: ele com certeza está perdendo ou já perdeu o foco do seu pastoreado. Ele em algum momento se esqueceu do verdadeiro significado da palavra pastor.

Há diversidade de dons, e diversidade de ações. Cada um deve assumir sua função no corpo. E hoje a igreja perdeu sua identidade real e cristã pois seus líderes já não sabem mais o que devem fazer. Suas ações são soberbas, e agem como donos da igreja, comandam os membros como se fossem bonecos que não possuem sentimentos, e os líderes como funcionários. E não se sentem responsáveis pelas crises e recaídas das pessoas.

Lavam as mãos, como Pilatos, e acreditam que já fizeram o suficiente, quando na verdade não fazem nem o essencial. Deixam situações mal resolvidas e feridas putrificando, para não terem o infortúnio do confronto. Tudo isso obra de satanás. Num exército, cada um tem sua posição e função. Quando se abre brecha, o inimigo ganha vantagem. O amor de Deus só é manifestado completamente quando a batalha sobre o pecado é vencida.

“...fere o pastor, e as ovelhas ficarão dispersas...” (Zc 13:7b)


Porem faltam referenciais, faltam caráter, faltam relacionamentos. E isso gera falsos mestres, falsas obras, falso cristianismo. Se ferir o pastor, as ovelhas se dispersam. Essa tem sido a estratégia do inimigo. Desviar a atenção para outras prioridades que não sejam os membros da igreja. Fazer com que pastores e líderes não tenham um vinculo profundo de relacionamento. Não deixar que haja liberdade para se conversar sobre tudo, e resolver todas as questões pendentes.

Mudou-se o foco. Não importa mais a pessoa, mas se ela esta fazendo algo. Não importa mais a qualidade, mas sim a quantidade. Não importa mais a família, mas as atividades da igreja. As pessoas são valorizadas pelo que têm para dar, e não pelo seu testemunho e seus frutos. E essa afirmativa é comprovada quando vemos as cobranças excessivas, e a busca por novas igrejas (e não membros, como deveria ser)

Vemos ainda, pastores focados em ações sociais, na desculpa de que estão cumprindo com o evangelho de ação. Quando na verdade se refugiam em boas ações para não se comprometerem com o rebanho que lhes foi confiado. Justificam suas ações de dar ao próximo, ao invés de cuidar de verdade do próximo. Pois por mais que eu creia e concorde com a Missão Integral, ela não deve ser feita para remissão dos erros, pois para isso o sangue de Cristo já foi vertido na cruz.

Ela deve ser o reflexo de uma igreja sadia e comprometida com o Reino. A missão integral é o coração do evangelho, mas faze-la não exime o homem cristão (seja líder, pastor, apostolo, etc) de ter um casamento de acordo com as regras divinas, de se ter um caráter aprovado, e de se ser e agir conforme alguém que realmente acredita nos ensinamentos de seu Mestre. Ela deve ser feita por amor à Deus, e não pela frustração de suas decisões anteriores.

Que haja um despertar. Que haja um avivamento. Que haja choro e arrependimento. Que Deus toque o coração de muitos pastores, para que abandonem suas obras egoístas, e se dediquem aos membros que têm andado como ovelhas desgarradas que não tem pastores. Que a misericórdia seja derramada, e que o poder do Espirito levante verdadeiros pastores no meio de nós!

“E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência.” (Jeremias 3:15)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Refletindo... louvor, adoração?


Tenho refletido na adoração através do louvor. Sim, há vários tipos de manifestação de nossa adoração: oferta, leitura bíblica, danças, generosidade para com o necessitado, mordomia, diaconia, etc. E o louvor (cânticos e instrumentos) é apenas uma dessas formas. E por ser uma adoração visível é muito desejada, mas também muito negligenciada.

Muitos pensam que por serem músicos e cantores já são credenciados a ministrar louvor. Muitos veem a ministração como “apresentação”. E por acreditarem nisso não se abrem ao mover que Deus deseja através da musica. Não se dedicam à palavra e à oração na mesma proporção que se dedicam à musica. Não se convencem da necessidade de santificação e renuncia, pois se concentram em seus próprios talentos. Isso é um erro clássico e mundano. Quando um cantor ou um instrumentista se converte, muitos lideres já os consideram prontos por seus atributos naturais, porem um musico na condição de cristão, passa a ser antes de tudo obreiro e servo do Senhor, sendo assim é necessário que ele seja provado e aprovado para obra.

Os lideres que permitem tal coisa, não compreendem a luta espiritual que ronda um servo de Deus. Por isso Paulo já alertava em 1 Timoteo 3:6 “... não deveria ser um novato na fé, pois poderia ficar orgulhoso. E o orgulho produz vários outros sentimentos dentro do homem, e esses sentimentos geram atitudes que prejudicam o bom andamento da obra, nesse caso da equipe geral. O líder no intuito de manter esse músico na igreja, acaba por empurra-lo para o boca do abismo. Pois quando vierem as lutas esses obreiros não estarão revestidos da armadura de Deus e acabam por desistirem de seu posto, e muitos se lançam no abismo.

Outros não veem as coisas acontecerem como gostariam. Desejam que quando cantarem ou tocarem o céu desça e a fumaça da presença de Deus se manifeste. Esse é um desejo legitimo, porem é necessário que se compreenda que a presença do Senhor se manifesta quando Ele quer e não quando nós precisamos mostrar que somos bons o suficiente para Ele operar. Nossa função é buscar em nosso dia a dia a presença dele através de oração, adoração, leitura bíblica e generosidade. E buscar em sua palavra verdades para se viver. E viver de acordo como Cristo andou. E assim não adorar a Deus apenas no culto, mas adorar a Deus intensamente em espirito e verdade, todos os momentos de nossa vida.

Um ministro de louvor está ali para ensinar o povo a se achegar à Deus através da musica. Ele tem que se colocar em uma posição de servo, tem que ser exemplo e referencial. Uma das coisas que mais me incomodam na atualidade é o exagero de palavras ditas (e não cantadas) durante o louvor. Percebo que só é necessário o “cantor” falar porque ele não está adorando como deveria. O louvor é direcionado à Deus e não aos homens. As musicas devem engrandecer o nome de Cristo e não massagear o ego da plateia. Isso porque não existe plateia, e nem expectadores. No momento do louvor todos devem estar com seus olhos, ouvidos, mente e corações voltados para o Grande Eu Sou. Inclusive (e principalmente) a equipe de louvor.

Quando a equipe de louvor faz o que tem que fazer, adorar a Deus tão intensamente, cria um ambiente propicio de adoração que constrange quem não quer adorar, constrange o pecador que não queria se arrepender, constrange aquele que não olhava para Deus desde o ultimo culto. É dessa forma que a equipe serve à igreja, adorando a Deus e se tornando referencial de adoração. Porem os ministros ao invés de olhar para Cristo, olham apenas para as pessoas, que por sua vez estão olhando para os ministros e aí o “cantor” começa a falar. E fala ao povo e não à Deus. Começa a dizer “faça isso e faça aquilo”, e ate quem estava adorando é interrompido por palavras, sendo que a adoração deve ser espontânea e vir do coração.

Se o ministro sentir vontade de falar, que fale à Deus, que fale de si e de seu sentimento intenso pelo Senhor. Por que palavras podem gerar emoções, e emoções são passageiras. Mas uma verdadeira adoração leva o ser humano a reconhecer sua posição diante de Deus. A verdadeira adoração gera vida, gera mudança, gera intimidade. Durante o momento do louvor a banda deve estar diante do Rei, fazendo uma apresentação única, entregando à Ele seu dom, todos em harmonia, honrando o único Deus que é digno, pois não há outro como Ele. Nem tudo que é visível é verdadeiro. O que se vê pode ser forjado por emoções. Mas quando a adoração é verdadeira, a presença de Deus é real.

Percebi que os mesmos ministros que ficam implorando às pessoas que cantem, se rendam, se prostrem, que levantem as mãos e se entreguem, são os mesmos ministros que quando não estão na “plataforma” não fazem nada disso. Quando não são eles tocando e cantando, não se entregam a uma atmosfera de adoração, não se preocupam em adorar a Deus, porque a atenção não está neles. E é por isso que precisam falar, porque na realidade não sabem adorar. Não sabem ensinar com sua própria vida. Sabem de palavras, mas sua postura não é imitável. Já dizia Jesus: Obedeçam ao que eles dizem, mas não sigam o exemplo deles. Porque eles não fazem o que mandam vocês fazerem (Mateus 23:3). Tudo começa dentro de si. Porque quando você adorar, as pessoas entenderão que não lhes resta nada além de adorar também.

Eu amo musica, amo a sinfonia dos instrumentos e a beleza dos sons em harmonia. Mas em termos de ministério as vezes basta uma voz e um violão. Melhor é ter todos os instrumentistas fazendo parte da equipe, mas devemos priorizar o ministério. Há de se gastar tempo em ensaios, mas também há de se gastar tempo de ensino, de discipulado, de acompanhamento. Há de se tornarem verdadeira equipe orando e jejuando uns pelos outros. Há de chegarem para ensaiar com ressalvas a respeito da palavra que leram durante a semana. Há de se ter a fumaça da presença de Deus nos ensaios, pois aí saberemos que não precisa ter expectadores para que venhamos mostrar nossa adoração à Deus.

Paz e bem.


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Refletindo... Deus quer me ver feliz?

Acredito que satanás, muitas vezes de forma bem sutil, pega uma verdade bíblica e a transforma em algo enganoso, como ele mesmo o é. E quando penso nisso, consigo imaginar que o que acontece hoje não é muito diferente da conversa da serpente com Eva em gênesis 3:4, “Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.“ (Gn 3:4). Com Eva a serpente (diga-se satanás) lançou a duvida, e nos dias de hoje a certeza de coisas que Deus não sonhou para nós.


Desta forma uma reflexão surge em meus pensamentos: “Deus quer me ver feliz?”. Claro que sim disso eu não tenho duvida. Em quase todas as minhas postagens tenho falado do padrão de Deus e dos nossos. Da nossa forma de ver as coisas, que é completamente diferente dos conceitos divino sobre nossas concepções. E nessa reflexão não consigo pensar diferente disso. Por isso acredito que a enganação paira sobre os pensamentos do crente quando ele afirma essa frase.


A frase: “Deus quer me ver feliz”, é hoje usada para justificar toda sorte de pecado e decisões que não condizem com a conduta cristã. Os casais a usam para justificar suas separações, os homossexuais a usam para manter a relação pecaminosa mesmo depois de conhecer a palavra verdadeira e a salvação em Cristo, os jovens fazem dela amuleto para não mudarem o rumo de suas vidas e ainda para desobedecer aos pais, e assim vai longe a lista.


Quem nunca ouviu essa frase quando confrontava um pecado em aconselhamento? Hoje o cristão quer viver o evangelho sem renunciar suas paixões. Isso não existe. Não existe cristianismo sem renuncias, e não se encontra a santificação sem se vencer a carne e o mundo. As pessoas querem um evangelho que lhes renda algo, que as façam satisfeitas no que tange finanças e bens materiais. Um evangelho que as façam felizes em seus desejos humanos.

Nenhum servo pode servir dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se há de chegar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.Lucas 16:13


É incrível como as pessoas falam em felicidade e liberdade cristã, como se pudessem viver o que desejam. Sendo que a nossa liberdade está em optar ser servo do Deus vivo. A nossa liberdade consiste em assumir o dom e o ministério que Deus nos dá, e cumprir o seu chamado, que é no mínimo, para todos, de anunciar Sua palavra. E daí tem que vir a nossa verdadeira felicidade. Agradar a Deus e cumprir o seu chamado, essa tem que ser a verdadeira felicidade do crente.

E isso implica em renunciar seus desejos, suas paixões, muitas vezes os seus sonhos e projetos. Implica em se manter casado e realmente fazer a sua parte para que de certo. É assumir que seu desejo pela pessoa do mesmo sexo não é algo genuíno da parte do Senhor, e então decidir ser “eunuco”, é entender que Deus é dono da prata e do ouro, mas não foi para te dar essas riquezas que Ele morreu na cruz.

Fico abismada como hoje a felicidade de muitos está em adquirir bens. A de outros em viver as paixões da carne. E de outros em títulos e poder concedidos por homens. Isso nada tem a ver com o evangelho. O evangelho fala de largar tudo e seguir a Cristo (Lc 5:11), de passar fome e necessidade (Fp 4:12), de ter apenas o necessário para se viver (Mt 10:9-10), de negar a si mesmo e viver uma vida de cruz (Mc 8:34-35). Mas que cruz? Infelizmente a cruz não esta inserida nas pregações de hoje em dia.

O Evangelho também é de se entregar ao próximo, de ajuda-lo, de ser útil. É um evangelho de doação, de amor, de não preocupar-se consigo mesmo, mas de abrir mão do que é seu para transferir a quem necessita. Nada do que temos é nosso. É como se o dono de tudo nos desse uma parte para administrarmos. E se o mundo tem estado em uma situação lastimável, a culpa é dos cristãos, que não administram corretamente aquilo que Deus nos deu.

Com isso poderíamos trocar então a frase “Deus quer me ver feliz” por: “Deus quer me ver na glória!” E se sem santificação ninguém verá a Deus (Hb 12:14), então ou mudamos nosso conceito de felicidade, e buscamos a santificação custe ela o preço que for necessário a nós; ou então seremos os mais felizes aqui na terra e pagaremos o preço da morte eterna com “choro e ranger de dentes” (Lc 13:28).


Tudo em nossas vidas é opção. E no grande dia seremos os únicos responsáveis por nosso atos, decisões e pela vida que tivemos (Mt 25:31-46). Deus quer nos ver feliz. Mas Ele também quer nos ver na gloria onde encontraremos a verdadeira felicidade. Pois aqui tudo é passageiro, daqui nada se leva e na verdade nada se aproveita. “
Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.“ (Mt 6:21). Que o nosso tesouro seja o Senhor Jesus. Que Ele seja tudo o que realmente importa para nós. Que Ele seja a nossa felicidade.

domingo, 15 de agosto de 2010

Refletindo sobre reconciliação...


Qual foi o principal ministério de Cristo? Para mim foi a da reconciliação. Sua vida, sua morte e sua ressurreição tiveram um objetivo: reconciliar o homem com Deus. Deixar a “glória” e vir a este mundo, sofrer e morrer por homens pecadores, ingratos, e ressuscitar para nos dar vida em abundancia, é uma obra completa e maravilhosa. O Pai ansiava tanto por essa reconciliação que enviou seu Filho Único, viu-o sofrer, ser humilhado e morrer! Mas Eles sabiam que era por um motivo, que para Eles, era o único que importava.

Desde a queda de Adão, Deus ansiava por essa reconciliação. Ansiava restaurar o seu relacionamento mais intimo com toda a humanidade, com todos os homens. Esse relacionamento é tão importante para Ele que não poderia ter sido um sacrifício menor que o de Cristo. O preço foi alto, porque a importância é de grande valia. Deus não criou o homem para se divertir, como alguns pensam, nem para o abandonar em seus desejos e paixões. Deus criou o homem porque desejava um relacionamento intimo e profundo, assim como ele tinha com Adão.

Adão foi o primeiro a errar o alvo. Ouviu seus desejos, e sua vontade, acreditou que poderia tomar suas próprias decisões, e achou pesado demais esperar e depender do Pai. Se não fosse ele, seria qualquer um de nós. O nosso livre arbítrio nos leva sempre à independência do Pai. Mas olhar para Cristo sempre nos leva aos braços desse Pai amoroso, perdoador e restaurador. Quem aceita esse sacrifício de Cristo, reconhece que é pecador e que precisa da cruz para se reconciliar com Deus, passa a viver uma nova vida. A única vida verdadeira.

Mas e quem não aceita? Como pode uma pessoa viver a vida toda sem se reconciliar com o Pai? Qual o sentido da vida dessa pessoa? O que a faz não se render aos encantos do amor de Cristo? O que a impede de se entregar e viver a única emoção que realmente vale a pena aqui na terra? Eu tive essa experiência com Cristo há 11 anos. E hoje me pergunto o que seria de mim sem Cristo. É Ele que me faz levantar, andar, respirar, pensar, desejar. Ele é tudo pra mim. E tudo que sou vem dele.

Aonde as pessoas buscam sonhos e esperanças? Aonde encontram força para enfrentar as dificuldades da vida? Pode mesmo o trabalho e o dinheiro preencher um espaço que deveria ser de Deus em nossas vidas? O Evangelho é simples: reconhecer que somos pecadores e nos entregar à Cristo para que Ele faça de nós o que bem quiser. Basta crer e aceitar. Basta dizer a Ele que se crê em seu sacrifício e em seu perdão, e deixa-lo conduzir-nos por um caminho de mudanças. Mudanças de pensamentos, conceitos e valores. Mudanças de atitude, de gestos e de perspectivas.

Cristo vive! Ele é vivo e está entre nós. Ele quer se relacionar comigo e com você. Quer fazer parte de nossas vidas. Quer nos ensinar, nos ajudar, nos consolar. Nos carregar no colo quando pensamos que não agüentamos mais. Quer segurar nossa mão, quando achamos que estamos caindo em um poço profundo. Quer nos colocar debaixo de suas asas quando achamos que vamos enlouquecer. Quer nos dar esperança (verdadeira) quando achamos que tudo acabou. Quer fazer parte de nossas decisões, de nossa vida.
Não há outro interesse de Cristo em nós, a não ser de estar ao nosso lado em todo tempo.

Um dia uma amiga me perguntou: “Como posso acreditar que Deus existe?”. Minha resposta foi: “Como você pode não acreditar que Ele existe?”. Basta olhar ao redor, toda a perfeição do universo, como tudo se encaixa perfeitamente. Bastar olhar para si e sentir o ar entrando e saindo de seus pulmões. Basta olhar para sua vida e avaliar se seria possível estar onde está, sem a intervenção de um ser supremo, superior e amoroso. Basta olhar para tudo que tem e conquistou, que na sua opinião, pode não ser tudo o que sempre quis, mas se reparar é muito mais do que precisa para viver.

Tudo nessa vida é opção. Tudo o que vivemos depende de uma escolha. E tudo o que escolhemos tem suas conseqüências, sejam elas boas ou ruins. Mas nossa principal escolha é aceitar a Cristo. Em nossos corações, de lábios, de atitudes. A bíblia não é só um livro. Jesus não foi apenas um profeta. As historias bíblicas não são apenas contos. O amor de Deus não é para alguns. O amor de Deus é para todos quantos se dispuserem a crer nele, a confessar seu nome, a crer em seus milagres. O milagre de uma nova vida, de um novo ser, que desponta depois que conhece o verdadeiro sentido da vida: adorar e se relacionar com o único Deus verdadeiro: Jesus!

Este na verdade é um desabafo. Uma voz que ecoa dentro de mim e deseja ardentemente que meus amigos, meus parentes, meus pais e meus irmãos, possam abrir o coração para esse Deus maravilhoso e desfrutar de um sentimento único, verdadeiro, e entender o sentido da vida.
Uma voz que ecoa trazendo a responsabilidade de pregarmos a simplicidade do evangelho, não apenas com palavras, mas com nosso testemunho. Testemunho de paz, de verdade, de compaixão, de amor e de alegria. Deixando transparecer através de nós a vida de Cristo, e não nós mesmos.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Definições de Fé...

Alguns amigos me ajudaram a definir a fé cristã.
Se desejar inclua nos comentários a sua definição de fé cristã.



"Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem."

Hebreus 11:1


“Fé é crer no poder de Deus. Crer em sua soberania, sabedoria e em seu infinito amor por nós. De tal forma que confiamos nele, dependemos dele, e acreditamos que todas as suas decisões são as melhores para nós, mesmo que nossos olhos – limitados – não possam enxergar tamanha magnitude, de como as coisas são realmente.”

Elizabete Rodrigues.


“Fé é ter o ânimo capaz de impelir alguém que, tendo, até, outra alternativa, ainda assim, escolhe dar um salto no escuro, num lugar intangível e desconhecido, sob a simples confiança na palavra de alguém que não se viu e nem se pode ver, mas garante que, no final, vai dar tudo certo.”

Josué Sirqueira - Advogado


"A fé pode ser definida em dois elementos: crer e confiar, sendo o crer um estado de predisposição e o confiar uma ação de entrega."

(By Eliézer Gomes) - Seminarista SETAL


"Fé, acreditar firmemente que aquilo que se deseja, ou se necessita acontecerá, ainda que aos olhos pareça impossível. Desafio ao ser humano a colocar a sua capacidade de acreditar além do natural, mas no impossível. Exercício proposto por Deus para provarmos a confiança que conseguimos depositar Nele. Maneira sobrenatural de se alcançar o impossível."

Camila Costa - integrante Teatro Povo Escolhido

Refletindo sobre a fé...

“Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos... E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados”

Hebreus 11: 33-34, 36-37

Em uma conversa descontraída com uma pessoa muito querida, surgiu essa reflexão. Não apenas do que é , mas para que nos serve a fé cristã. No contexto atual é tão natural assimilar à aquisição de bens materiais, que muitas vezes não nos questionamos se isso é realmente cristão, isto é, se esse é um ensinamento bíblico e se está de acordo com o Evangelho de Cristo. Quando passei a refletir, a resposta foi clara e objetiva: NÃO, a fé não nos serve para adquirir bens. Mas então, para que nos serve a fé?

Acreditar que de acordo com a nossa fé, será nosso poder aquisitivo, é ignorar as questões naturais que nos levam à melhores condições financeiras. Obviamente pessoas que nascem em uma família estruturada, terão oportunidades de avançar nos estudos e cursos, terão uma aparência mais adequada ao mercado, e consequentemente maior chance sobre as vagas de liderança e chefia, que são as que pagam mais. Isso não exime o esforço pessoal que cada um tem na convicção de seus estudos e da importância dele para sua carreira.

Eu, por exemplo, não priorizei os estudos em minha vida. Minha mãe não tinha condições de me manter em estudos avançados, mas sempre me incentivou a isso. Eu não quis. Hoje, aos 32 anos, percebo onde poderia estar profissionalmente se tivesse investido nisso. Poderia ter um inglês, um curso superior, e ate mesmo uma pós-graduação. No entanto, minha atual função de atendente reflete minhas decisões, de apenas trabalhar e cuidar do lar. E quem me conhece sabe que eu teria êxito se tivesse a formação adequada.

Então, não adianta agora eu fazer “confissão positiva” e almejar um cargo de gerencia ou diretoria; não há fé que me leve a essas funções! É claro que creio que ainda sou nova e posso lutar por essa formação, mas só a fé não me levará a isso, é necessário a minha resposta natural às coisas naturais. Sendo assim, na maioria dos casos a vida financeira é resultado de escolhas e decisões que tomamos em toda a nossa vida influenciada das decisões e escolhas efetuadas por nossos pais e familiares.

Outro ponto que me incomoda nesse pensamento de “tamanho da fé = bens que possuo”, é que como podemos medir nossa fé pelos bens que possuímos? Seria isso justo? Claro que não! Dizer que eu hoje, que possuo um carro popular antigo, uma casa alugada e um emprego, tenho menos fé do que alguém que tem casa própria e carro do ano; ou pior ainda, que tenho mais fé que um missionário que vive na África sem a certeza de um sustento mensal, ou um irmão chinês que vive sendo perseguido. Essa seria a medição real da fé que possuímos?

O que é mais fácil? Ser dono de uma pequena empresa que lucra todo mês, ou ter um emprego que paga o suficiente para suprir suas contas no final do mês, ou viver sem nem saber quantas pessoas vão ofertar em sua vida para que você possa prosseguir com o trabalho missionário? Nesses casos quem exerce mais fé? Se sua definição de fé for que ela é o trampolim para obter bênçãos, então quanto mais se tem mais ele exerce a fé. Mas se sua definição de fé for crer e confiar, então quanto mais temos, menos precisamos depender de Deus.

“Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus.”
Atos 14:22

Jesus nos ensina sobre a fé, explicando o poder dela em nossas ações. Mas em nenhum lugar da bíblia a fé está associada a bens materiais, e sim a necessidades pessoais de cura, salvação, libertação e tribulação. A fé deve ser exercida para nossa vida com Deus, vida de dependência e confiança, que só é possível através da fé. Não há como crer e confiar em um Deus invisível, sem a fé. É ela que nos leva ao relacionamento pessoal que temos com Deus, é ela que nos faz acreditar na supremacia da Palavra, é ela que nos ajuda a permanecer no caminho através do Espírito.

Para mim não há cristianismo sem fé. E não só a fé que falamos, mas a ação da fé através da salvação, das curas e dos milagres. A manifestação da fé é parte importante do evangelho de Cristo e deve ser exercido por todo cristão. A fé nos traz paz, esperança, segurança, e nos conduz para o centro da vontade de Deus. Porem devemos sempre refletir para que temos usado a nossa fé. Eu quero usa-la sempre para confiar em Deus, mesmo não entendendo e não compreendendo, mas sabendo que aquele que prometeu é fiel e justo para cumprir.

Ter fé em Cristo não é o mesmo que ter fé na fé, como se tudo que eu tiver fé obterei. Mas ter fé em Cristo é esperar, confiar, depender e acreditar que Ele é soberano, que Sua vontade para nós é além e mais excelente dos que as nossas vontades. É abrir mão e ser “louco” ao olhos dos outros. É esperar pela vida vindoura, sabendo que nesta vida talvez viveremos tribulações, e perseguições, e tristezas, e frustrações; e que nada disso determina nossa fé, mas sim fortalece nosso relacionamento com o “autor e consumador da fé”.

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.”
Gálatas 2:20



No amor e na paz de Cristo

domingo, 25 de abril de 2010

Refletindo... sexo, pecado?

“Joguem fora o velho fermento do pecado para ficarem completamente puros. Aí vocês serão como massa nova e sem fermento, como vocês de fato, já são. Porque a nossa festa da páscoa está pronta, agora que Cristo, o nosso cordeiro, já foi oferecido em sacrifício. Então vamos comemorar, não com o pão que leva fermento, o fermento velho do pecado e da imoralidade, mas com o pão sem fermento, o pão da pureza e da verdade”.
(1Co 5:7-8)

Estive refletindo sobre a banalização do sexo em nossos tempos atuais e suas conseqüências dentro da igreja. Esse é um assunto delicado, mas necessário. Tendo eu a pretensão de que a maioria dos leitores do meu blog sejam jovens, então esse assunto realmente se faz necessário, para que possamos refletir juntos, e com a ação do Espírito tocar o coração de alguns.

Por um lado temos o mundo e seus prazeres. O comportamento jovem responde a uma estrutura de boates e músicas que impulsionam um ambiente propício a relações sexuais. Não há pudores, não há mais tradição. Só há estimulo e indução de prazer sem limites e sem preconceitos. Homens e mulheres, ou melhor, jovens e adolescentes, não se importam mais com a beleza do ato sexual e o utilizam como prazer momentâneo.

Sim prazer momentâneo. Que no dia seguinte, por melhor que tenha sido a transa, para a mulher fica o vazio e a esperança que o rapaz a procure novamente; e para o rapaz sobra o cansaço e a busca por outra que consiga lhe trazer mais prazer que a anterior. Não há responsabilidade, não vínculos, não há interesse mutuo. Só há uma busca desenfreada por uma satisfação que nunca será suprida por esse tipo de relação.

Por outro lado temos a opressão da igreja. A igreja não se coloca na posição de ensino, mas sim numa posição ditatorial. Diz que é pecado, mas não explica o porque. Fecha os olhos para a realidade nua e crua de que cada vez mais os jovens cristãos não se preocupam em esperar pelo casamento para obter relações sexuais. Fingem que nada está acontecendo, que seus jovens se santificam, e que esse é um problema que acontece só na igreja vizinha.

Mas a verdade é que com a pressão e banalização do sexo pela sociedade, o jovem cristão acaba por ceder aos encantos do pecado, por não ter a instrução correta através de seus mestres nos ensinos bíblicos. Acaba por se iludir com frases demoníacas do tipo: “isso é normal entre duas pessoas que se amam” ou “como poderei me casar sem saber que o sexo é bom?” ou ainda “foi Deus quem fez o sexo, então não é pecado”.

Uma das astúcias de satanás é distorcer a verdade. Pensar que o sexo é licito fora do casamento é não ter conhecimento real do propósito do sexo para um casal. O sexo liga as duas almas da forma mais intima que se pode ter naturalmente. Por isso o casamento é tão importante na vida de uma pessoa. Por que o amor da amizade, dos pais e de irmãos, jamais completa um homem como o amor vivido entre duas pessoas dentro de um casamento.

O namoro nada mais é que o período de experiência, para que se verifique as compatibilidades naturais entre duas pessoas. Quando as afinidades são evidentes o sentimento se intensifica e então é que as vidas começam a se unir de forma mais intima. Passam a conhecer as famílias um do outro, começam-se os planos, e o casal vai desenvolvendo a tolerância às diferenças e usufruindo das vontades em comum.

Para o cristão esse período é mais que um processo. É o encontro de chamados ministeriais, de sonhos espirituais, de desejos em relação ao propósito de Deus para suas vidas. O casal deve então considerar a família do outro, os projetos do outro e verificar se os ministérios são aliançados ou não. Quando sim, devem passar a construir um relacionamento sólido embasado no amor de Deus e em sua santidade.

Quando Deus criou o sexo como selo do casamento (Gn 2:24), e quando Paulo nos ensina a casar ao invés de fornicar (1Co 7:9), mostra o cuidado de Deus para que o homem não transforme essa relação intima em apenas prazer carnal. O sexo é bom, mas quando feito fora do casamento é visto, como nos ensina a palavra de Deus, como fornicação, prostituição e adultério.

Quando um casal opta pela santidade, e aguarda o casamento para ter relações sexuais, estão na verdade optando por um desafio maravilhoso: encontrar bases sólidas para seu relacionamento. O casal passa a ter que descobrir amor em outras atitudes. Eles aprendem a se amar e respeitar de uma maneira mais completa. Devem encontrar equilíbrio, alegria, prazer, em momentos simples com a família, com os amigos, na presença de Deus.

Um namoro que encontra esse tesouro, estará pronto para enfrentar os apuros do casamento. Um casal que precisa do sexo para se completar, jamais terá forças para transpor as dificuldades que um casamento traz. Um namoro enfermo, precisa do sexo para se auto-afirmar, mas um namoro saudável, mesmo sentindo vontade, encontra na beleza dos outros detalhes, o prazer de estar um ao lado do outro. Um namoro que precisa de sexo é porque não tem encontrado alegria e prazer em apenas estar com a pessoa.

A santidade traz vida abundante para o casamento. Sexo antes do casamento é sinal de namoro com problemas, ele tenta preencher um vazio, mas acaba sendo um abismo (pecado), chamando outro abismo (peso do pecado ou morte espiritual). Quando esperado para o casamento ele se torna símbolo de prazer, alegria, intimidade, porque o casal já está alicerçado no prazer mutuo, e ele passa a ser conseqüência do amor verdadeiro, ao invés de fuga para uma vida frustrada.

Como então entender esse propósito de Deus para nossas vidas? Confiando em Deus. Se entregando à ele. Sabemos que no ardor da vontade, e no momento da situação, é mesmo difícil segurar a carne. Por isso a espiritualidade deve ter um lugar seguro em nosso coração. Saber que precisamos de intimidade com Deus para manter um namoro santo e sem máculas. Precisamos ter vida de oração, de leitura bíblica e de adoração ao Senhor, para conseguirmos compreender suas verdades bíblicas para os relacionamentos.

Não é apenas um ato. É pecado. Então devemos trata-lo com arrependimento, contrição e atitude. Não adianta apenas ter conhecimento da palavra, devemos pratica-la, em todo tempo, inclusive nos momentos em que ninguém mais vê... mas Deus sempre está vendo tudo. Não temos o poder de ditar o que é pecado ou não – eu já disse isso antes. Mas devemos saber que a responsabilidade das escolhas de nossos atos são nossas. Eu decido obedecer a Deus, mesmo sem compreender. Eu decido me santificar, por que meu Senhor é Santo.

Eu decido esperar, porque quero viver o verdadeiro amor, entre um homem e uma mulher. Um amor companheiro. Um amor amigo. Um amor que respeita os interesses, as vontades. Um amor que admira as qualidades. Um amor que ensina a ser uma pessoa melhor. Um amor que soma. Um amor que enfrenta as dificuldades, que transpõe as barreiras. Um amor que traz paz, esperança e alegria. Um amor que só é amor porque tem a sabedoria do Espírito como guia.


No amor e na paz de Cristo.

sábado, 10 de abril de 2010

Refletindo: renovação da mente e transformação...

"Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te."
(2Tim 3:2-5)


Nesses tempos de apostasia cristã, de banalização do evangelho, da distorção da palavra, e da criação de novas doutrinas – que nada tem a ver com a doutrina bíblica; uma pergunta ecoa em nossos corações: “Como pode alguém que experimenta do relacionamento com Cristo, se desviar do seu Evangelho verdadeiro?”. O amor que sentimos por Deus e pela Sua palavra nos traz uma inquietação sobre isso, nos faz refletir aonde isso tudo vai chegar.

Eu particularmente acredito que isso tudo vai parar no inferno, queimando junto com satanás... Mas há quem me ache radical quanto a isso. Porém se continuarmos a leitura da passagem acima veremos que estes resistem a verdade e já corromperam os seus pensamentos, enquanto a palavra é quem traz a sabedoria para a salvação. Muitas vezes não queremos aceitar, mas a palavra nos diz que essas pessoas estão perdidas, ou melhor: dementes, loucas, alucinadas!

É importante lembrar que Paulo se referia à falsos mestres. Pessoas que ensinavam errado e ainda perseguiam os que pregavam a verdade. Acho que não há diferença do nosso contexto atual. Falar a verdade, expor o verdadeiro evangelho, muitas vezes é motivo de chacota e descrédito, tamanho o mal que os falsos mestres de hoje tem feito à igreja de Cristo. Porém voltemos à pergunta inicial: “Como pode alguém que experimenta do relacionamento com Cristo, se desviar do seu Evangelho verdadeiro?”

Eu sei que há divergências teológicas quanto a esse respeito. E não é minha intenção, nem presunção, fechar a questão nessas linhas. Como sempre, gostaria apenas de nos fazer refletir sobre isso. É lógico e claro que, como minha tendência é Arminiana, minha reflexão seguirá essa linha teológica, porém gostaria que independente disso, você estivesse aberto a considerar minha reflexão, e refletir juntamente comigo.



"E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus."

(Romanos 12:2)



Para mim, esse é o versículo chave para a resposta que estamos buscando. Ele é para mim, rico de respostas e explicações para o que temos vivido em nossa atualidade. Primeiro Paulo nos ensina a não nos amoldar ao mundo. E o que mais temos visto é uma igreja que se amolda aos padrões do mundo para buscar satisfações pessoais. Festas, shows, mega-batismos, tudo isso é uma forma de se auto-afirmar e competir com o mundo. Quando na verdade nossa função é fazer tudo diferente do que o mundo nos propõe.

Outro ponto, e para mim o mais importante, é que Paulo nos chama a renovar a nossa mente para uma transformação. Vemos hoje as pessoas “aceitarem” a Cristo e até se batizarem, sem compreenderem o que significa esse aceitar a Cristo como Senhor e Salvador. A igreja impõe uma mudança totalmente visual, ao passo que a mudança moral não é enfatizada. Muitos até falam do básico como matar, roubar e adulterar; mas a conduta, os conceitos, a forma de pensar, os desejos, as vontades, esses acabam sendo ignorados de uma forma geral.

A igreja talvez não faça idéia do quanto isso é prejudicial ao corpo de Cristo e quanto traz enfermidades através dessa falha. O fato de não haver uma compreensão exata de que sem a renovação da mente não há transformação genuína e eficaz, leva o crente, ao longo do tempo, a não se preocupar com os valores cristãos e a trazer a tona seus instintos mais torpes. Já não discerne mais a palavra verdadeira, não se preocupa com o julgamento final, se tornam “mais amigos dos deleites do que amigos de Deus”, e acabam “tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela”.¹

É necessário uma renovação da mente para que não haja apenas mudança, mas verdadeira transformação. Muitos mudam, mas com o tempo voltam a ser quem eram. A soberba, a auto-suficiência, a independência, o egoísmo, o orgulho, tudo isso e muito mais volta a ser uma constante na vida do crente; que muitas vezes se apega aos dons que Deus lhe deu para justificarem suas atitudes, e se afogarem no lamaçal que Cristo os tirou – e voltam para lá com suas próprias pernas.

Precisamos nos transformar em Cristo. Renovar a nossa mente através do Espírito para conseguirmos assimilar nossa nova vida. O Reino de Deus nada tem a ver com os moldes mundanos. Quando nos convertemos mudamos totalmente de direção, não só apenas de estrada, mas de mundos! Transformar nossos desejos carnais em vontades espirituais é duro e doloroso, mas totalmente necessário. Viver a vida que Cristo nos propõe é muito mais do que simplesmente levantar a mão e dizer “te aceito Jesus”

Somente uma mente renovada pode compreender os conceitos de Cristo quando nos ensina que “o maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve.”²; a amar nossos inimigos; a dar a outra face; a se sujeitar e suportar uns aos outros; a perdoar 70x7 vezes ao dia; a largar tudo e segui-lo, entre outras coisas que Cristo nos ensina. Muitas dessas ordenanças de Cristo não são compreendidas como literal, pois a nossa mente não está renovada o suficiente para recebe-las exatamente da forma como Cristo falou.

Usamos, então, de argumentos pessoais e teológicos para nos eximir da responsabilidade de fazer exatamente como Cristo nos ordenou! Todas as vezes que Cristo falava dessas posturas e conceitos morais, ele não se utilizava de parábola, ele era claro e objetivo. Está escrito, é só ler! No entanto, disputamos posições, desejamos bens materiais, colocamos nossa vida como prioridade; e todas essas coisas entram em desacordo com os ensinamentos de Cristo. Desejamos honra, gloria e poder, mesmo sabendo que esses atributos divino não são comunicáveis à nós!

Sem a renovação da mente jamais entenderemos que a vontade de Deus é perfeita, porque sempre questionaremos seus meios. Sem a renovação da mente jamais entenderemos que a vontade de Deus é boa, porque na bondade de Deus se manifesta sua justiça, e isso é demasiadamente difícil para nós em nossa compreensão natural. Sem a renovação da mente jamais entenderemos que a vontade de Deus é agradável, porque às vezes sua vontade trás dor, sofrimento, perseguição, e o conceito que temos de coisas agradáveis não se relacionam com essas verdades.

Sem a renovação da mente nunca entenderemos como os valores de Deus são opostos aos de nossa natureza pecaminosa. Nunca entenderemos os planos de Deus para nós. Nunca entenderemos que nossos bens devem ser repartidos com os que não tem. Sem a renovação da mente nunca entenderemos que esse mundo jaz no maligno e que não fazemos mais parte dele (apesar de vivermos nele). Sem a renovação da mente, não há confiança, não há entrega, não há disposição de largar tudo. Não há vida de Deus em nós.

No amor e na paz de Cristo.

¹ II Timóteo 3:4,5
² Lucas 22:26

sábado, 13 de março de 2010

Refletindo: Fé Pirata...



Durante minha estada em São Paulo, estive passeando muito pelo Centro da Cidade. Além das variedades de raças, estilos e comportamentos, o que mais se vê em suas ruas do centro, são a variedade de produtos piratas vendidos por ambulantes. Em todas as ruas, praças, calçadas... Em todo redor se vê vendedores ambulantes de tudo que imaginar. Desde perfumes, chinelos, até pilhas e celulares... Mas todos os produtos são falsos.


No Bairro da Liberdade, bem próximo à Praça da Sé tem uma rua chamada Conde de Sarzedas. Nela se encontram todos os tipos de artigos evangélicos. Para todos os tipos, gostos e tendências teológicas. Lojas e galerias são repletas de variedades, desde roupas, livros, até acessórios para bíblias, broches, xícaras... Tudo! Mas infelizmente me deparei com algo horrível de ver, aos olhos de um cristão que deve ser o não na terra do sim.


Naquele lugar também existe ambulantes vendendo produtos (evangélicos) falsificados. Mas isso nunca me surpreendeu. Não concordo, não compro, e não tem como se saber se a pessoa que está vendendo tem noção do que ela está fazendo. Agora, desta vez, me deparei com lojas vendendo DVDs de filmes evangélicos pirata. Fiquei chocada! Não foi uma, nem duas lojas... E eu fiz questão de perguntar se eram originais (já que o preço sugeria que não pudesse ser original), e a resposta foi como se fosse a coisa mais normal do mundo.


Alguns evangélicos se consideram mais crentes do que os outros por causa de seus cabelos longos, e as saias cobrindo toda a perna. A pessoa que me atendeu tinha essa aparência, mas nem se envergonhou de dizer que estava vendendo produtos falsificados! Eu confesso que saí da loja sem ar, sem respirar, e meu sentimento foi de querer sentar no chão e chorar. Lembrei-me de Cristo, e acredito, que pela primeira vez, compreendi o que ele sentiu quando entrou no pátio do templo e começou a expulsar a todos (João 2:13-17).


Essa cena não me sai da cabeça. Venho refletindo sobre isso desde então. E cheguei à conclusão óbvia de que nossos atos expressam o que está dentro de nós. Se hoje somos capazes de vender e comprar produtos piratas, se somos capazes de simplesmente gravar musicas ao invés de comprar cds (originais, por favor!), se não nos importamos com a procedência do que adquirimos... Então cabe dizer que não nos preocupamos com que tipo de fé temos vivido.


Deixamos que as anormalidades do mundo se tornem normais para nós. Falamos de santidade e sacrifício, mas quando nos é conveniente compramos celulares de mercado negro, DVDs pirata, enfim o produto falsificado que eu estiver precisando no momento. E não falo aqui de produtos evangélicos, não. Estou falando de produtos seculares que adquirimos o tempo todo, todos os dias. Confesso que às vezes torna-se uma tentação adquirir alguns produtos piratas, mas quando penso na exploração trabalhista, na ilegalidade e na qualidade inexistente nesses produtos fica mais fácil resistir.


Já parou para pensar que nossa fé pode também ser pirata? Algo falso, superficial, sem garantias e que não será eterna? Por que se nossas atitudes são reflexos do que somos, então estamos acostumados com coisas falsas, com atitudes falsas, com palavras falsas. Meu maior questionamento é se temos acreditado que o Evangelho é verdadeiro. Porque Ele deve ser a mola propulsora de nossas vidas, tudo o que fazemos e decidimos deve ter Ele como padrão, como referencial.


Se não temos o Evangelho por verdadeiro e real, então fica fácil de entender porque nos apegamos a símbolos e atos proféticos com tanta facilidade. Fica claro porque aceitamos um “evangelho” de prosperidade e egoísmo, justificando a nossa ambição e individualismo. Fica notório que não esperamos pela volta de Cristo e que o inferno passa ser em nossas mentes um lugar figurativo, e se ele existir com certeza não é para nós!


É interessante pensar que aquele que diz “compro por que não tenho dinheiro” tem mais dinheiro dos que não se vendem e nem se falsificam. E é interessante pensar que os que menos crêem, e os que menos vivem o evangelho, são aqueles que estão em posição de liderança. Que tem uma facilidade maior de compreender o Evangelho de Cristo, e que tem a função de transmitir esse Evangelho em sua íntegra. Mas como pregarão se não acreditam? Como viverão um Evangelho puro e verdadeiro, se estão lambuzados de mentiras e falsidades?


Eu acredito que nas pequenas coisas nossa fé transparece, fica lúcida e clara. Nossa missão é pregar o Evangelho, mas não seremos persuasivos se não vivermos o evangelho. Ninguém acreditará em nós enquanto a verdade ficar oculta e o rosto que aparece é de sorriso falso e atitudes suspeitas. Ninguém precisa de mais falsidades. O mundo deseja a verdade, deseja sinceridade, deseja Cristo. Mas jamais mostraremos quem Ele realmente é enquanto nossas atitudes não convencerem.


É hora de refletir... que tipo de fé temos? Que tipo de Evangelho vivemos? Qual testemunho apresentamos de Cristo? A pior parte ao responder essas perguntas é quando você, se conseguir responde-las com sinceridade, se deparar de quanto se utiliza de conveniências para justificar seus atos. Mas avalie, pense e conclua, se é melhor viver na contramão aqui e confiar em Cristo, ou se é melhor acreditar na ilusão de que nossos atos não nos levarão à condenação.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Refletindo sobre as riquezas...

Estava eu fazendo minha leitura bíblica, quando comecei a refletir sobre a importância das riquezas. Sei que a Palavra de Deus é farta de versículos que falam sobre elas, mas parece, então, que mesmo sendo muitos, estes versículos passam despercebidos aos olhos dos grandes líderes atuais. Para ser sincera, às vezes me questiono se esses líderes lêem mesmo a bíblia... Sei que parece julgamento, mas pode mesmo alguém que possui o Espírito de Deus, lendo a bíblia, querer ser rico?

Não, não estou aqui para pregar a pobreza. Mas será que a busca pelas riquezas pelos cristãos é algo genuíno do caráter de Cristo? Sabemos que não. Quem sabe? Todos sabemos. Está claro em todo Novo Testamento, que Jesus jamais pregou riqueza, que os apóstolos não foram ricos, e que o evangelho nada tem a ver com o que se prega hoje sobre prosperidade. Eu vivo a prosperidade, a cada dia em minha vida. E posso garantir que nada tem a ver com essas pregações.

“Um escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e preferir o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vocês NÂO podem servir a Deus e também servir ao dinheiro.”
Lucas 16:13

Comecemos a refletir através de Lucas 16:13 em diante. Jesus estava falando sobre honestidade e fidelidade. No versículo posterior a bíblia diz que os fariseus riram “porque amavam o dinheiro”, e Jesus responde que “aquilo que as pessoas acham que vale muito não vale nada para Deus”. Essa passagem deixa claro que os valores humanos sobre a riqueza são abominação para Deus. E o mais interessante é que logo após esse episódio Jesus expõe a parábola do rico e do Lázaro, ilustrando bem e ratificando exatamente o que queria dizer.

Como poderemos então “pregar” que as riquezas do mundo migrarão para igreja? Quem quer isso? Jesus não quer, disso tenho certeza. Essa gana por uma prosperidade anti-bíblica não vem senão do deus deste século. É ele quem tem cegado as multidões. É à ele que essas igrejas estão servindo. É ele quem se importa com as riquezas terrenas, pois jamais poderá desfrutar das riquezas celestiais, que nos foi prometida por nosso Mestre.

“Vocês dizem: somos ricos... mas não sabem que são miseráveis, infelizes, pobres, nus e cegos.”
Ap 3:17

A ganância no meio evangélico retrata uma igreja doente, debilitada, fraca, com valores totalmente distorcidos. Esqueceram-se da verdadeira missão da igreja. Esqueceram-se do que realmente tem valor para Deus. Chamam Jesus de pastor e mestre, mas na verdade não conseguem confiar em suas palavras, não conseguem seguir os seus passos, não conseguem levantar e caminhar pelo verdadeiro caminho. Comeram alimento envenenado por satanás, e ao longo dos anos foram definhando e se rendendo às ciladas do inimigo.

Buscar riquezas através de Cristo é um erro. Ele não quer nos enriquecer com coisas materiais. Ele quer fazer de nós pessoas ricas espiritualmente. Cheias de palavras de conforto, amor, amizade. Quer fazer de nós um povo misericordioso e não ganancioso. Ele não quer que fiquemos em nossas mansões, tomando banho de banheira e indo à igreja com nossos carros importados. Não, Jesus não quer isso. O que Ele deseja é um povo que divide suas riquezas, que larga tudo e vai em busca de Sua vontade. Um povo que olhe para o mundo e não o deseje, mas conquiste todas as almas para o Seu Reino.

Jesus quer um povo que quando receber dele invista em Seu Reino. Não na igreja local apenas, mas no Reino. Precisamos de jovens que encham os cursos de Missões. Precisamos de servos que lotem os seminários. Precisamos de líderes que incentivem ações sociais. Precisamos de pastores que queiram realmente cuidar de ovelhas, limpando feridas, fazendo curativos, e não que sonhem com os números que elas podem significar, resultando em sucesso humano.

Sei que a igreja de hoje é fruto do que tem sido ensinada. Mas isso não é desculpa. Se somos servos do Rei, devemos buscar o que Ele tem para nós. Não podemos simplesmente nos alimentar de domingo à noite. Pode ser que o alimento que você está comendo esteja envenenado por Satanás. É necessário buscar a verdade bíblica, dia a dia. Basta ler. Ler a bíblia e não livros que tem por objetivo anulá-la. Basta orar e pedir discernimento à Deus. Basta olhar e ver que o caminho que estamos seguindo, não tem Jesus à frente.

“Jesus disse: se alguém quiser ser meu seguidor, esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhe. Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira...”
Mateus 16: 24-25


Não há desculpas. Muitas vozes têm se levantado nesses tempos, defendendo a verdadeira fé, o verdadeiro evangelho, o verdadeiro caminho. Só há um Deus, e Ele enviou seu Filho para que o seguíssemos. E sabemos que só há um caminho. Quem não trilhar por esse caminho, terminará queimado. E não será pelo fogo da glória. Ainda há tempo. Se quisermos seguir a Jesus teremos que ouvi-lo, porque as Suas ovelhas ouvem a Sua voz, e o conhecem, e seguem-no (João 10:27). Mas muitos tem ouvido vozes estranhas, e seguido ensinamentos anti-cristãos.

Não sou perfeita. Ninguém é. Não sou dona da razão. Mas não posso desprezar o encargo que Jesus colocou em nossas mãos: apregoar o evangelho verdadeiro. Se levantar como voz profética e apologética. Confesso que não é fácil. Isso não me traz muitos amigos. Mas não estou nessa terra para agradar homens e sim agradar o meu Senhor. E quero agradá-lo. E quero ouvi-lo. E quero seguir por Seu único caminho. E me alimentar de sua palavra e não das asneiras que saem da boca de satanás.

“Mas Deus lhe disse: ‘Seu tolo! Esta noite você vai morrer; aí quem ficará com tudo o que você guardou?’ Jesus concluiu: isso é o que acontece com aqueles que juntam riquezas para si mesmos, mas para Deus não são ricos.”
Lucas 12: 20-21